Biografia
Quem é lilgiela33?
lilgiela33 é um artista brasileiro nascido em Brasília, criado entre sentimentos extremos, pensamentos acelerados e a necessidade constante de transformar tudo que vive em arte.
Mais do que um nome artístico, lilgiela33 representa uma mente em constante mudança. Um universo construído através de músicas, imagens, roupas e memórias.
Antes dos números, antes dos lançamentos e antes das pessoas conhecerem o nome, existia apenas alguém tentando entender quem realmente era.
A música surgiu como uma forma de traduzir sentimentos que eram difíceis de explicar. Uma tentativa de transformar momentos, erros, saudades e pensamentos em algo que pudesse permanecer.
O início — Margiela061
Antes de existir lilgiela33, existiu Margiela061. O começo de tudo.
Um projeto criado sem certezas, sem saber exatamente onde chegaria, mas movido pela necessidade de criar algo próprio. Era uma fase de descoberta. Influências do underground, referências internacionais e a vontade de construir uma identidade marcaram os primeiros passos.
Mas com o tempo ficou claro que não era apenas sobre fazer música. Era sobre criar um mundo.
Margiela061 foi a primeira versão. O rascunho de algo maior que ainda estava sendo descoberto.
A criação do “33”
A mudança para lilgiela33 não foi apenas uma troca de nome. Foi o nascimento de uma nova fase.
O “33” se tornou uma assinatura. Um símbolo de mudança, evolução e de todas as versões que ficaram para trás. Era sobre abandonar uma identidade antiga sem apagar sua história. Carregar as marcas do passado, mas transformar elas em algo novo.
lilgiela33 nasceu justamente disso: da mistura entre quem ele era, quem ele perdeu e quem ainda estava tentando se tornar.
Discografia / Arquivos
01. Desordem (Mixtape) — o começo do caos
Antes de existir clareza, existia Desordem. A mixtape representa uma fase onde tudo acontecia ao mesmo tempo. Pensamentos acelerados. Sentimentos confusos. Mudanças internas.
O próprio nome descrevia o momento. Não era apenas uma estética. Era uma realidade.
“Desordem” registra uma versão de lilgiela33 ainda tentando encontrar direção dentro do próprio caos. Uma mente tentando organizar tudo aquilo que sentia.
02. Quando ela me deixou (Single) — a ausência
Nem todas as mudanças começam por escolha. Algumas começam quando alguém vai embora.
“Quando ela me deixou” marcou um dos momentos mais contraditórios da história de lilgiela33. Enquanto uma das pessoas mais importantes da sua vida saía dela, sua arte começava a alcançar mais pessoas.
Era viver duas realidades diferentes ao mesmo tempo. Por fora, tudo parecia finalmente acontecer. Novos ouvintes. Novas conquistas. Novas oportunidades. Por dentro, ainda existia o vazio de alguém que não estava mais ali.
A ausência virou inspiração. A saudade virou som. E a dor virou uma parte da identidade.
03. Merdas Acontecem (Single) — convivendo com as cicatrizes
Depois da perda vem o momento de entender que algumas coisas simplesmente acontecem. Nem tudo tem explicação. Nem toda história termina como imaginamos.
“Merdas Acontecem” representa encarar a realidade sem tentar esconder as marcas deixadas por ela. É sobre erros. Consequências. Escolhas. E sobre continuar mesmo carregando tudo isso.
Uma lembrança de que nem sempre conseguimos controlar o que acontece. Apenas o que fazemos depois.
04. Eu Te Esqueci Garota (Single) — a mentira necessária
Às vezes dizemos que esquecemos alguém antes disso ser verdade.
“Eu Te Esqueci Garota” nasce desse conflito. A tentativa de seguir em frente. De provar para o mundo — e para si mesmo — que aquilo ficou no passado.
Mas algumas memórias não desaparecem tão rápido. O single representa o espaço entre superar alguém e ainda sentir falta. Entre orgulho e saudade. Entre deixar ir e ainda olhar para trás.
05. Tanto Faz (Álbum) — quando sentir demais parece não sentir nada
Depois do caos, da perda e das tentativas de esquecer, nasceu Tanto Faz. O título parece simples. Mas carrega uma contradição.
Não era sobre não se importar. Era sobre ter sentido tanto que fingir não sentir parecia mais fácil.
O álbum representa aceitação. Aprender a conviver com coisas que não poderiam ser mudadas. Aceitar finais. Aceitar erros. Aceitar a própria história.
“Tanto Faz” não era ausência de sentimento. Era excesso.
06. Junky (Single) — fugindo de si mesmo
Depois da aceitação veio uma fase mais escura. “Junky” representa momentos onde fugir parecia mais fácil do que enfrentar.
Uma fase marcada por excessos, impulsos e batalhas internas. Não é uma celebração da queda. É um registro dela.
Um retrato honesto de alguém tentando escapar dos próprios pensamentos. Mas algumas coisas sempre voltam até serem enfrentadas.
07. HATE THIS ALBUM (Álbum) — encarando o reflexo
Tudo levou até HATE THIS ALBUM. O projeto mais pessoal. O mais desconfortável.
Não nasceu para mostrar uma versão perfeita. Nasceu para mostrar a verdadeira. Um álbum criado através de arrependimentos, memórias, conflitos internos e conversas consigo mesmo.
É sobre olhar para versões antigas e não reconhecer algumas delas. Mas entender que todas foram necessárias.
“HATE THIS ALBUM” é destruir uma versão de si mesmo para finalmente construir outra.
Queda e reconstrução
Por trás da estética existe uma pessoa. E por trás da pessoa existe uma história que nem sempre foi bonita.
Momentos de instabilidade, escolhas erradas, perdas e conflitos fizeram parte do caminho. Mas a história nunca foi sobre nunca cair. Foi sobre quantas vezes seria possível levantar.
Cada fase deixou uma marca. Cada erro trouxe uma mudança. Cada queda construiu algo novo.
LILGIELA33
No final, LILGIELA33 deixou de ser apenas um nome. Virou um arquivo vivo. Uma coleção de fases, memórias e sentimentos transformados em arte.
Um universo criado através da mistura entre o belo e o quebrado. Entre querer esquecer tudo… e querer deixar algo para sempre.
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